A Startup Enxuta

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Antes de falar sobre o livro “The Lean Startup” é importante destacar quem é Eric Ries. Palestrante, criador da metodologia startup enxuta e autor do conhecido blog de empreendedorismo Startup Lessons Learned, foi o co-fundador da IMVU, empresa de entretenimento on-line, com mais de 40 milhões de usuários registrados. Conquistou prêmios na área e foi eleito um dos melhores jovens empreendedores pela Business Week.

Mas afinal, o que é a Startup Enxuta?

Podemos dividir a Startup Enxuta em 5 princípios:

1. Empreendedores estão por toda parte

Empreendedores são todos que trabalham dentro da seguinte definição de startup: uma instituição humana projetada para criar novos produtos e serviços sob condições de extrema incerteza, construindo um negócio sustentável.

2. Empreender é administrar

Sendo a startup uma instituição, não um produto e requer um novo tipo de gestão, adequado ao contexto de extrema incerteza.

3. Aprendizado Validado

Startups existem não apenas para criar produtos, ganhar dinheiro ou servir consumidores. Elas existem principalmente para aprender como construir um negócio sustentável. Essa aprendizagem pode ser validada cientificamente através de experimentos frequentes que permitem aos empreendedores testar cada elemento de suas visões.

4. Construir – Medir – Aprender

As atividades fundamentais de uma startup são transformar ideias em produtos, medir como os consumidores reagem e aprender se é o caso de “pivotar” ou perseverar. Todos os processos de startups bem sucedidas devem ser voltados a acelerar este ciclo.  E para ficar mais claro o conceito de “pivot”, é como girar em outra direção e testar novas hipóteses, mas mantendo sua base para não perder a posição já conquistada.

5. Contabilidade para Inovação

Para melhorar os resultados e poder atribuir responsabilidade aos empreendedores, precisamos focar também em assuntos menos glamourosos: como medir progresso, como definir marcos e como priorizar trabalho. Isso requer um novo tipo de contabilidade projetada para startups.

E por que esse modelo muda tudo?

Simples, porque o mundo mudou e as ideias atuais estão 100% alinhadas a esse modelo. Numa realidade em que a única certeza é a mudança, aprender é a única alternativa.

A outra razão que vem de encontro com a Lean, combate o desperdício e permite a otimização global de sistemas produtivos altamente customizáveis. Esse tipo de processo se encaixa perfeitamente em ambientes de incerteza e variação.

A abordagem da startup enxuta torna o processo mais curto e entrega produtos que vão de encontro aos desejos dos consumidores, com aprendizado testado na prática. É criar companhias e lançar produtos/serviços  de forma rápida, alinhadas às soluções dos problemas. Elimina longas horas de desenvolvimento e os grandes volumes de investimentos.

Isso porque muitas empresas passam meses e até anos construindo o que eles consideram de o produto/serviço perfeito, para depois perceber que os usuários não desejam algumas características específicas ou mesmo o produto como um todo.

O método é projetado para aprender a dirigir uma startup. Em vez de projetar planos complexos, baseados em inúmeras hipóteses, ajusta-se por meio do ciclo – Construir – Medir – Aprender.

Por isso Ries  apresenta o MVP Minimum Viable Product, que é o Produto Mínimo Viável, onde define que qualquer trabalho adicional além do que foi requerido para iniciar a aprendizagem é desperdício, não importa a relevância que pareça ter tido no início. É a versão mínima do produto, ou seja,  antes de sair para o mercado com o produto completo com todas as funcionalidades, é preciso validar a sua ideia, a sua hipótese, a sua solução. Essa versão geralmente têm funcionalidades básicas.

Se a ideia é muito complexa para ser desenvolvida, antes de entrar no desenvolvimento, deve-se lançar uma versão menor, ir para o mercado e através do feedback, descobrir se é realmente a solução de um problema . O autor aponta os erros de algumas empresas que investiram alto em projetos que deixaram de ser a solução e que não tem uma funcionalidade real.

Para criar um MVP é preciso pensar na seguinte questão:

Quais são os problemas que o MVP vai solucionar?

Um exemplo clássico é o aplicativo de taxi que resolveu diversos problemas em apenas uma solução.
Construir apenas o conjunto de características é importante para que se tenha um produto que os usuários possam dar feedback. Ele pode ter algumas correções a ser feitas, e por isso o MVP é disponibilizado para um pequeno grupo de pessoas ligados a tecnologia, que são mais abertas a deixar esses problemas de lado.

Comentários

Ronnie Magalhães

Pós-graduando em Empreendedorismo e Novos Negócios pela Business School São Paulo. Bacharel em Publicidade e Propaganda pela Universidade Anhembi Morumbi, com especialização em E-commerce e Projetos Web.

Possui conhecimentos e habilidades em planejamento e desenvolvimento de planos de comunicação, estratégias de relacionamento e gestão de canais em mídias sociais, gerência e controle de campanhas, análise e mensuração de resultados. Experiência na integração de projetos com Analytics, Search Engine Marketing, Search Engine Optimization. Certificado Google Advertising Professional.

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